Breve História da Cidade do Rio Grande

Em 1531, uma frota foi confiada a Martin Afonso de Souza, que tinha como objetivo expulsar os corsários franceses da Costa brasileira, além de ir até o sul do estuário do Rio da Prata e fundar um ou mais núcleos de povoamento. A navegação foi feita próxima da Costa, permitindo observações que resultariam na descoberta de vários acidentes geográficos, entre os quais a barra por onde o caudal da Lagoa dos Patos é despejado no Oceano Atlântico. Era o dia em que o calendário eclesiástico recorda a Cátedra de Pedro, que partindo de Antioquia, chegara a Roma para iniciar, no poderoso Império, a pregação do Cristianismo. A data inspirou o topônimo equivocado: Rio de São Pedro. Posteriormente, para diferenciar de outro rio, que levava o mesmo nome do Padroeiro da Igreja, passou a ser chamado de Rio Grande de São Pedro, devido a sua grande dimensão.

Rio Grande, cidade mais antiga do Rio Grande do Sul, carinhosamente conhecida como Noiva do Mar, guarda nas suas ruas e avenidas belos prédios e monumentos. Os traços da arquitetura portuguesa do século passado ainda estão presentes, chamando a atenção e encantando os visitantes. A colonização portuguesa, seus prédios antigos tombados e recuperados, as atrações turísticas e gastronômicas, fazem do Rio Grande um município especial para todos que o visitam. Pelo seu patrimônio arquitetônico e natural, é considerada "Cidade Histórica", através de Decreto do Governo Estadual. Rio Grande tem o único porto marítimo do Rio Grande do Sul, pelo que sua participação dentro da economia Estadual é fundamental, constituindo-se em nível nacional no primeiro porto no escoamento da produção agropecuária. As exportações industriais gaúchas também são exportadas por este porto. No Super Porto está localizado o Terminal de Trigo e Soja, o maior da América Latina, o Pier Petroleiro e os Terminais do Polo Petroquímico do Sul. O Terminal de Contêineres vem batendo recordes de movimentação a cada período, e já é o segundo no país.

O maior indutor das migrações foram os serviços portuários, que geralmente atraíam mão de obra não especializada e ofereciam trabalho sazonal nos períodos de safra. Esta população buscava na entresafra dos serviços portuários, outras fontes de renda na pesca artesanal e na indústria da construção civil. Estes fluxos migratórios, de corrente urbano-urbana deram a cidade uma população muito heterogênea, nos aspectos sociais, culturais, econômicos e produtivos. A industrialização do Município iniciou-se no século XIX, com as indústrias de fiação e tecelagem, de alimentos e bebidas, os frigoríficos nas primeiras décadas do século passado, e a Refinaria de Petróleo, já em 1937. O crescimento industrial diversificou e ampliou o número de instalações de grandes, médias e pequenas indústrias, destacando-se as de fertilizantes, pescados e alimentícias, a partir dos meados deste século.

A partir de 2006, com o surgimento de um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil, o porto de Rio Grande passou a receber investimentos públicos e privados, em especial na indústria naval e em empresas florestais, que aponta para mudanças expressivas na economia, com reflexo direto nas condições sócio-ambientais da região. Em menos de três anos a cidade do maior porto gaúcho viu surgir investimentos como o Dique Seco, a fábrica de cascos, a construção de plataformas oceânicas e empreendimentos energéticos.

Atrativos Turísticos

O município de Rio Grande tem atrativos que cativam e emocionam turistas brasileiros e estrangeiros, principalmente os dos países do Prata. As festas, de um modo geral, tem grande aceitação por parte dos rio-grandinos, que delas participam ativamente. Destacamos a Festa do Mar, a Festa dos Navegantes e de Iemanjá, a Feira Estadual de Artesanato do Rio Grande - FEARG, as Ondas de Natal, o Recanto do Papai Noel, a Festa de São Pedro, a Romaria de Nossa Senhora de Fátima e outras. O destaque fica para a Festa do Mar que se realiza de dois em dois anos, nos armazéns e cais do porto velho, e atrai um público de aproximadamente 200.000 pessoas em 10 dias de festejos. O turismo representa um papel fundamental na economia, em especial na temporada de veraneio.

O patrimônio arquitetônico do Rio Grande, construído pela cultura miscigenada proporciona aos visitantes o resgate de um passado histórico dos gaúchos. São muitos os pontos de visitação, entre os quais podem ser citados a Biblioteca Rio-Grandense, o Centro Municipal de Cultura, o Prédio da Antiga Alfândega, o Hotel Paris, o Sobrado dos Azulejos, a Prefeitura Municipal, o Sobrado da Macega, a Catedral de São Pedro e tantos outros que compõem o rico patrimônio cultura e histórico da cidade.

Os museus do município merecem destaque especial, pois constituem um patrimônio cultural inigualável, tanto pela sua quantidade como pela diversidade de temas que encerram. O complexo do Museu Oceanográfico “Prof. Eliézer de Carvalho Rios”, constituído pelo Eco-Museu da Ilha da Pólvora, o Museu Antártico e o próprio Museu Oceanográfico, juntamente com o Museu Náutico, são expressões claras da relação entre o povo da região e o mar. O Museu da Cidade, o Museu Sacro, o Eco-Museu da Picada, o Museu Naval do Rio Grande, o Memorial Sport Clube Rio Grande e os demais, precisam ser visitados, para que se conheça a história, a cultura, as artes e as ciências que compõem o vasto patrimônio deste povo hospitaleiro.

O Balneário Cassino, de caras lembranças para aqueles, vindos de todo o País, que um dia escolheram fazer Oceanografia em um lugar tão distante e desconhecido, é referência turística mundial, por ser conhecido por abrigar a maior praia do mundo. Lugar belíssimo, com seus chalés centenários da Avenida Rio Grande, que ainda mantém seu ambiente bucólico, apesar da exploração imobiliária, tem atrativos especiais, como os Molhes da Barra (uma das maiores obras de engenharia de portos do planeta, com aproximadamente quatro quilômetros de pedras justapostas) e o Navio Encalhado, que não podem deixar de ser conhecidos por todos que visitam Rio Grande.

O complexo portuário, formado por três portos, oferece uma moderna estrutura operacional, com equipamentos de última geração e alto grau de automação, constituindo-se em atrativo turístico importante de Rio Grande. O Porto Velho, construído em meados de 1800, junto ao centro da cidade, é dividido em sete áreas, entre as quais a de ensino e pesquisa (apoio à frota oceanográfica da Fundação Universidade Federal do Rio Grande). O Porto Novo está dividido em nove áreas de utilização, com destaque especial para a de preservação ambiental. O Superporto é a área mais nobre para a expansão, sendo o de maior profundidade situado na costa entre os portos de São Sebastião (SP) e da Baía Blanca (Argentina) e também o mais próximo do Uruguai e da Argentina, parceiros importantes do Mercosul.

Clima
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O clima de Rio Grande é subtropical ou temperado, com forte influência oceânica e com invernos relativamente frios, verões tépidos e precipitações regularmente distribuídas durante o ano. A temperatura média anual da cidade é de 17,6°C e a precipitação média anual é de 1.162 mm. O mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 22°C, e o mês mais frio é julho, com temperatura média de 13°C. Devido à intensa incidência de ventos na cidade, a sensação térmica no inverno em Rio Grande freqüentemente chega abaixo de 0°C, durante os meses mais frios. Previsão do tempo para Rio Grande pode ser obtida no endereço: (http://www.cptec.inpe.br/tempo/bol_regional/sul.shtml).

*Adaptação de textos do site Rio Grande Virtual
(http://www.riograndevirtual.com.br/cidade/)